Push acompanha dois americanos com habilidades especiais em Hong Kong, que partem numa busca para achar uma garota que também é procurada por uma tal Divisão [um genérico da Companhia, de Heroes]. A garota é uma pusher – alguém que pode forçar as pessoas a acreditarem no que ela quiser – e guarda um segredo que pode acabar com todos os indivíduos com poderes especiais – se não com o mundo todo.
O roteiro do filme é fraco e muito menos bem cuidado do que os piores episódios de Heroes [e olhe que os dois tem muito em comum]. Mas é um conjunto de coisas que faz com que o resultado final seja desastroso. As atuações do elenco principal são medíocres – com uma única exceção – e em certos casos, até forçadas; O local onde a história toda se passa, Hong Kong [mais precisamente as favelas], passa a impressão de que o filme é um belo de um trash, o que só diminui a qualidade da fotografia apresentada – e isso não é lá uma desculpa, olha que Slumdog Millionaire também se passa em uma favela...
A única coisa que se salva no filme é – pasme – Dakota Fanning. Com uma personagem que passa longe do estereótipo da garota bonitinha e indefesa que passa o tempo todo gritando, Fanning dá a sua ‘observadora’ Cassie uma rebeldia que foi muito bem trabalhada, além de usar sua carinha bonitinha para passar a informação de que ela já enfrentou muita coisa na vida. E enfrentou sem dar um único grito [que foi o que a deixou famosa].
E na falta dos gritos da garota, os roteiristas criaram um clã de ‘mafiosos super poderosos’ de Hong Kong que tem nos gritos suas maiores armas. Achei isso uma espécie de ‘buraco’ no roteiro, que poderia ter sido resolvido com mais criatividade. Enfim, tirando a prova dos nove, você vai perceber que faltou originalidade no conceito do filme, além de criatividade para dar outros rumos ao roteiro. No fim das contas, você vai assistir – no máximo – uma cópia trash de Heroes.






